E eu que pensei não mais voltar a ter inspiração (ou vontade) para escrever fosse o que fosse (ou melhor, para partilhá-lo fosse com quem fosse), eis que dou por mim com as pontas dos dedos a queimar de tanta ânsia. A coisa é quente, e mexe comigo de tal maneira que… Pois é! E o tema inaugural deste meu “AiaiPequenas coisasAiai” é um dos sentimentos mais vulgares do ser humano… O ciúme… Sentimento acerca do qual eu posso “falar de cadeira”. Ah pois é… Eu, sou uma ciumenta nata e assumida, que se rende totalmente à fraqueza que outra mulher, perto do Seu Homem, lhe provoca; que acorda mal-humorada se sonhou que o seu homem sorria para outra mulher com aquele sorriso que entende ser Só Seu (e isto acontece-me algumas vezes); que treme (no sentido físico “da coisa”) enquanto esboça aquele sorriso nervoso que antecede a discussão que aquele ciúme vai gerar; que quase chora de tanta raiva por sentir o controlo a fugir-lhe por entre os dedos e nada conseguir fazer para impedi-lo. E, sobretudo, sou uma ciumenta que jura a pés juntos (mas fazendo umas “figas mentais” tremendas) que jamais voltará a demonstrar semelhante sentimento! Jamais!
Teorias acerca deste sentimento, não faltam. Eu diria mesmo que é “aos magotes”. Desde meros amadores, a profissionais da Psicologia e do estudo da Psique Humana, todos têm o seu parecer, a sua verdade. O mais comum é utilizar expressões como “Insegurança”, “falta de personalidade”, “falta de amor-próprio”, etc. e tal… O problema está sempre no ciumento, nunca naquele que é alvo de ciúme… (Pxxxxt’á claro, então…… Tásse memo a ver que sim! É masé o caraças!!!!) E é verdade. É verdade sim senhooora… Ciumentos… Cambada de doentes.
Que cambada de doentes qual quê… Sabem lá todos eles, que defendem estas teorias de meia-tigela, o que é sentir o seu amor ferido, posto em causa, ameaçado, e sentirem-se incapazes de protegê-lo. Sabem lá o que é o transtorno causado àquele que se sente alvo de ciúme, quando comparado com o sofrimento daquele que assiste, impotente, sem nada poder fazer. Eles sabem lá… Ou melhor, sabem, mas o politicamente correcto e socialmente aceitável é dizer-se que o ciúme é coisa dos fracos e pobres de espírito, mesmo que todo o ser humano que AME COM VERDADE experimente este sentimento! TODO! Não escapa nem “unzinho”, tá?! E não me venham cá com balelas, porque não há ninguém no mundo que não desse o rabinho e oito tostões para se sentir amado e desejado até à exaustão, roçando mesmo a loucura. Não há… Bem… Vamos lá acalmar os ânimos e colocar alguma sanidade nisto, senão… (se me entusiasmo não sei onde é que isto vai parar). É claro que ao ciúme é exigida a sua conta, peso e medida. Não confundamos ciúme com demência, que passe por “armar o barraco” no meio da rua e partir pratos na cozinha contra a parede, ok? Moderação é boa e recomenda-se.
Só não a usem quando se tratar de Amar.
Ps: Deixo-vos com as imagens que deram origem a estes meus devaneios.
O Meu Beijinho



